No último dia [21/03/25], 3 importantes Ilês Axé Isese foram palco de grandiosas celebrações em homenagem ao Dia da Religião de Matriz Africana, uma data oficializada em 2023 por meio de uma lei promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
A comemoração reafirma a importância do reconhecimento e valorização das religiões de matriz africana, fortalecendo a identidade cultural e espiritual das comunidades que preservam essas tradições ancestrais. Os eventos contaram com a presença de sacerdotes, lideranças religiosas, praticantes, estudiosos e representantes da sociedade civil, que se reuniram para celebrar a fé, a ancestralidade e a resistência dos povos afrodescendentes.
Uma Programação de Fé e Cultura
Cada um dos três Ilês Axé Isese organizou uma programação especial, repleta de rituais sagrados, cantigas, danças, palestras e momentos de reflexão sobre o papel das religiões de matriz africana na construção da diversidade religiosa brasileira.
Os visitantes puderam acompanhar oferendas, rezas, cantos em iorubá, apresentações culturais e discussões sobre a luta contra a intolerância religiosa, reforçando a necessidade de respeito e reconhecimento das práticas religiosas afro-brasileiras.
Além das celebrações espirituais, os eventos também foram marcados por atividades educativas, trazendo à tona o legado dos ancestrais e a importância de políticas públicas que garantam a liberdade religiosa e o direito ao culto.
O Significado da Data
A criação do Dia da Religião de Matriz Africana representa um marco na história do Brasil. Institucionalizada em 2023, a data busca não apenas celebrar as tradições espirituais de matriz africana, mas também combater o preconceito e a discriminação, promovendo o respeito e a igualdade religiosa no país.
Os eventos realizados nos Ilês Axé Isese mostraram que a fé africana continua viva e pulsante em São Paulo, reunindo centenas de pessoas em um ato de devoção, resistência e união. A celebração reforçou a necessidade de continuar promovendo ações de reconhecimento e valorização das religiões de matriz africana, garantindo que essas tradições permaneçam vivas para as futuras gerações.
Com cada tambor que ressoou, cada cântico entoado e cada oferenda realizada, ficou evidente que a ancestralidade segue guiando e protegendo seus filhos, fortalecendo a espiritualidade e reafirmando a presença das religiões afro-brasileiras no coração da cultura nacional.

































