Àşẹ́ Echoes em São Paulo: Prêmio Ilé Àşẹ́ Ìṣẹ̀ṣe celebra tradições espirituais africanas no Brasil, homenageando legados ancestrais

Adeyinka Olaiya

  • 23 de março de 2025

Em 21 de março de 2024, São Paulo se tornou palco de uma celebração radiante onde espírito, cultura e ancestralidade convergiram em uma poderosa homenagem à herança africana. A terceira edição dos Prêmios Ilé Àşẹ́ Ìṣẹ̀ṣe transformou o Auditório Paulo Kobayashi na Assembleia Legislativa em solo sagrado, onde vozes se erguiam em louvor, tambores falavam em ritmos antigos e a presença dos ancestrais podia ser sentida em cada respiração. Mais do que uma mera reunião, foi um regresso a casa de almas, uma celebração da fé nas cores da resiliência e reverência.

Mais de mil participantes encheram o espaço – líderes e praticantes das tradições Ifá, Òrìṣà, Candomblé, Umbanda e outras religiões de matriz africana ficaram lado a lado com funcionários do governo, artistas, intelectuais e ativistas sociais. Eles vieram não apenas para testemunhar, mas para honrar, lembrar e proclamar que essas tradições sagradas, uma vez levadas através do oceano nos corações dos escravos, permanecem vivas, inabaláveis e firmemente presas à terra que as recebeu.

A edição deste ano não foi apenas uma celebração, mas uma proclamação de sobrevivência, fortalecida pela recente promulgação da Lei 14.519/2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um reconhecimento legal das religiões da diáspora africana no Brasil. Foi uma noite em que o silêncio foi quebrado, onde a fé se ergueu contra séculos de opressão, onde cada palavra dita e cada batida de tambor ressoou como uma afirmação: Estamos aqui. Sempre estivemos aqui. Estaremos sempre aqui.

O evento, organizado por uma coalizão de comunidades religiosas, grupos de defesa e instituições culturais, se desenrolou como um ritual sagrado, misturando o divino com o artístico. Tambores trovejavam, invocando os espíritos de antigamente – bàtá, atabaques e agogôs cantavam em uníssono, carregando orações em seus ecos. Os dançarinos tornaram-se contadores de histórias, seus corpos canalizando os movimentos do Òrìṣà, pintando o ar com o fogo de Ṣàngó, a graça fluente de Ọ̀ṣun, a sabedoria de Ọbàtálá e a vontade inquebrantável de Ògún. Pés batiam no chão como gotas de chuva na terra, mãos erguidas para o céu como se alcançassem as bênçãos do Ọ̀rún.

No centro da noite estava a cerimônia de premiação – um momento de profunda gratidão e reconhecimento por aqueles que mantiveram a sabedoria ancestral por perto, protegendo-a do apagamento. Babaláwos, Ìyálòrìṣàs, Bàbálòrìṣàs, pesquisadores e líderes comunitários subiram ao palco, seu trabalho um farol na luta contra a intolerância religiosa e o silenciamento cultural. Seus nomes, falados em voz alta diante da multidão reunida, tornaram-se encantamentos, tecidos na história.

Os prêmios também homenagearam aqueles que preenchem a lacuna entre o passado e o futuro – educadores, guerreiros da justiça social e defensores inter-religiosos que lutam não apenas por reconhecimento, mas por um mundo onde as religiões da diáspora africana sejam abraçadas como partes integrantes da identidade do Brasil. O evento, gratuito e aberto a todos, recebeu estudiosos, estudantes, jornalistas e buscadores da verdade, enquanto as transmissões ao vivo levaram sua mensagem muito além das paredes do auditório, espalhando o apelo ao respeito e à unidade em todo o mundo digital.

As lentes da mídia capturaram a urgência deste momento, um grito de guerra contra a intolerância religiosa e uma celebração do poder duradouro da fé. Essas tradições não são relíquias envoltas no tempo – elas são forças vivas que respiram, moldando o presente e guiando o futuro.

More than a ceremony, the Ilé Àşé Ìṣẹ̀ṣe Awards became an oath spoken in a thousand voices, a reaffirmation of the sacred paths walked by those who came before. The night was a river of memory and prophecy, flowing from the past into the hands of the next generation, ensuring that the heartbeat of Ifá, Òrìṣà, Candomblé, and Umbanda never fades.

And as the final drumbeats shivered through the air, as the last dancers bowed, drenched in the energy of the night, a truth settled over the gathering like a divine whisper: The legacy of African-diaspora religions is unbreakable. Their wisdom is endless. Their presence is undeniable.

Àşẹ́ Echoes em São Paulo: Prêmio Ilé Àşẹ́ Ìṣẹ̀ṣe celebra as tradições espirituais africanas no Brasil, honrando legados ancestrais – The Ancestral News

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